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RPG Sem mestre

RPG sempre tinha um problema na minha época: “Quem vai mestrar?”. Hoje em dia, temos muitos jogos que não precisam ou não colocam tanta carga na figura do “Mestre”. Sistemas como Fiasco, os Powered By The Apocalypse, Ironsworn e os sistemas que usam oráculos para emular um mestre são a “inovação” mais legal que já aconteceu pra mim no RPG.

Mas o que significa “RPG sem mestre”? É você jogar RPG só que compartilhar totalmente a narrativa, deixando uma coisa ou outra para ser definida usando um dado e algumas tarefas. Não só o resultado das ações dos personagens, mas também as ações de NPC’s e coisas estarem ou não em cena.

É uma ideia simples, mas poderosa. As vezes, fica parecendo uma sessão de Improv maluco, mas quando funciona, funciona. E a história te leva pra lugares realmente diferentes, e quando você menos espera, aquele punhado de palavras e estatísticas vira uma pessoinha feliz na sua cabeça.

E como que você faz isso? A lista de oráculos e simuladores de mestre é infinita. Além dos que eu citei acima, existem muitos e muitos outros. O ideal é você começar por algum simples, e depois ir incrementando o seu gameplay com decisões mais complexas.

Eu amo de paixão o Dominus e o CRGE. O Ironsworn é um sistema completo que inclui um emulador de mestre, ele teve o SRD traduzido pela comunidade no facebook: Ironsworn Chamas & Aço.

Se ainda tiver dúvidas(que é bem normal) sobre como rodar uma sessão sem mestre dá uma olhada aqui: Como Jogar RPG Solo. Jogar sem mestre é muito próximo de jogar solo, é tipo jogar solo só que acompanhado.

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Jogando RPG de forma barata.

Rpg quase de graça? É possível!

Jogar RPG é uma das formas de entretenimento mais barata que existe. Claro, você pode gastar muito dinheiro comprando todos os livros do D&D quinta edição, mais uma porrada de miniaturas e pagar pra pintar elas.

Mas nada disso é o que faz o RPG ser RPG, todas essas coisas são opcionais. Por exemplo: esse pacote com 4 mapas de batalha do Tormenta sai cerca de R$35,00 reais, e o melhor: ele é fácilmente adaptável para qualquer rpg.

Usando algumas miniaturas de papel você consegue fazer muitas aventuras na sua casa fácilmente. Eu publiquei um tutorial no youtube faz algum tempo de um modelo de miniatura de papel que eu AMO de paixão.

Se você não quer gastar dinheiro com o sistema, existem infinitos sistemas livres e bem baratos para serem explorados em sites como o Dungeonist, o Drivethrurpg e outros. Por exemplo, na loja do ArquivoRPG lá no Dungeonist temos o Dominus do Guia do Mochileiro das galáxias pra baixar no sistema pague o quanto quiser.

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#RPGDJ – Lugar para a Discovery Jam!

No grupo de facebook do Solo RPG, o Luiz Paulo Bills está organizando uma jam de lugares maneiros para descobrir em campanhas de RPG, o tema do mês é “Subterrâneo”, que combina pra caramba com RPG’s “velha escola”. Abaixo temos minha contribuição para essa jam. Para saber mais detalhes, vá até o site da da Discovery Jam

A idéia desse “lugar” é poder ser utilizado em um campanha, como um encontro num hexcrawl, ou mesmo ser o ponto de partida de aventura one-shot. Divirtam-se e bem vindos ao “O Corvo Bacanudo!”

O Lugar

Essa é uma taverna que fica no subsolo de uma floresta. Ao virar uma esquerda errada na trilha, o som baixo de música e risadas chega até os ouvidos dos viajantes, talvez alguém tenha deixado o alçapão meio entreaberto, ou a folhagem está meio espaçada demais. Mas o ponto é que existe uma pequena placa no chão com um corvo desenhado. Do lado da placa, escondido pelas folhagens existe um alçapão de madeira que aberto revela uma escadaria de onde vem a música. Descendo a escadaria, você encontra uma porta feita de madeira crua e presa por cordas de sisal. Usando uma senha(ou passando a lábia no porteiro), você pode adentrar “O Corvo Bacanudo”.

Entrando no salão principal, você pode ver uma grande sala, com várias mesas e cadeiras, a grande maioria ocupada por pessoas alegres enquanto bebem suas canecas de sabe-se-lá-o-que. Um bardo canta num palco no fundo do salão, e o balcão está ao lado esquerdo. Um senhor anão serve as bebidas e uma grande cabeça de corvo adorna o balção (Se inspecionar ela, verá que é uma réplica: não é de verdade).

Uma porta atrás do balcão leva ao depósito, e do lado direito, uma outra escadaria leva para quartos subterrâneos.

Ganchos de Aventura

  • O dono d’O Corvo: Quem é o dono d’O Corvo? Como ele consegue manter essa taverna cheia de gente e bem abastecida de comida e cerveja no meio da floresta?
  • Um estranho com uma missão: A taverna tem os mais variados frequentadores, e sempre tem trabalho para aventureiros perdidos. Alguns não voltam, então escolha bem.
  • Dimensão de bolso: Você pode encontrar a entrada d’O Corvo em várias florestas, mas quando sai, as vezes você não está mais na mesma floresta que saiu.

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Dicas rápidas para melhorar seu RPG.

Você quer jogar RPG Solo e não sabe por onde começar? Lhe apresento: “In media res“. É uma técnica literária que fala pra você começar a narrativa no meio da ação, e não do começo. Sabe o seu investigador noir? Começa a aventura por uma cena de perseguição do suspeito! O seu mago? Começa direto pela cena onde ele falhou o feitiço e agora o laboratório está ruindo! Você entendeu. Só comece a cena, se preocupe com os detalhes e os porquês depois. Esse tipo de início é bem legal, e já dá a chance de você “interpretar” o seu personagem no momento que ele pode brilhar. Essa é uma dica válida tanto para jogos em grupo como jogos solo.

Outra dica é Música. Música deixa tudo mais imersivo. Você pode buscar no youtube por “OST”(original soundtrack) de jogos e filmes do gênero que você está jogando. Jogos de RPG(como The Witcher 3) são ótimos para isso, assim como filmes da Marvel. Colocar uma música legal no fone de ouvido, rolar uns dados, ver os resultados de tabelas e você entra dentro do mundo que você está criando.

A última dica, essa mais pra RPG em grupo, porque é uma dica que serve para fazer um misdirection nos jogadores. Pegue um personagem, ou uma trama ou um local de um filme/livro famoso e troque uma coisa: pocahontas agora trata de lobisomens vs homens; piratas do caribe, só que no espaço; o grande lebowski só que na europa medieval;

Só algumas idéias para não ficar sem conteúdo hoje no blog, até a próxima.

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Como jogar RPG Solo

O Cavaleiro Perdido

Bom, agora que eu fiz algumas sessões de exemplo, vou gastar meu artigo do dia para falar sobre algumas dicas de como jogar solo, e como o sistema Dominus ajudou nisso.

Quando jogar RPG solo, você precisa de duas coisas: um emulador de mestre, e um sistema de regras. Dominus faz os dois papeis. Mas você pode usar outros sistemas em qualquer uma das partes, como no lado do mestre: Mythic GM Emulator, Impetus, CRGE. E do lado do sistema de rpg pode ser qualquer um, qualquer sistema de rpg mesmo: gurps, d&d, 3d&t. Tudo dá pra jogar solo.

A primeira coisa que você tem que fazer é entender que ao jogar solo, você vai ter que fazer os dois papeis: de mestre e de jogador. No papel de mestre, você vai dizer verdades sobre o mundo, o cenário, a ação, etc. Sim, verdades: o que você definir é verdade. Você pode usar um emulador de mestre para tentar misturar as coisas, mudar a direção da história, etc. Mas no final você ainda é o mestre. E se você quer que algum elemento entre na história, você vai poder adicionar ele no jogo.

No sistema Dominus, quando você cria uma cena, você tem apenas alguns elementos: um local, um evento ou personagem. Definir como e quando esses elementos entram em cena, é seu papel de mestre. O Dominus tem um apetrecho legal que é o banco de idéias. Você pode jogar nele quantas vezes quiser, a qualquer momento, para te ajudar a criar a cena e enroscar os elementos na cena.

Por exemplo, na cena três, quando o Esquill e o grupo entraram na masmorra eu não rolei local: a cena progrediu naturalmente para dentro da masmorra que eles estavam investigando. Rolei um personagem: “um mercador”. Não entendi o que é que o mercador estava fazendo ali dentro, mas beleza. Rolei no banco de idéias buscando uma qualidade para a masmorra: “Enfurecida”. E isso foi o estalo que eu usei para criar todo o plot da minha aventura: um fornecedor de armas estava aliado com um necromante para criar armas usando zumbis amaldiçoados.

Eu poderia ter estendido aquela cena, feito os diálogos, visto se o cara tentava mentir ou não, etc. Mas como mestre resolvi resumir tudo isso e só aceitar que o que o cara disse era verdade. Ele estava arrependido. E meu horário de almoço estava acabando.

Como personagem, jogando solo, você sempre deve pensar o que ele faria, agir como ele. As vezes, num jogo narrativo como Dominus, você ainda não conhece muito bem o personagem na primeira cena. Mas você pode tomar um tempo antes para delimitar os poderes e fraquezas dele. Eu resolvi ignorar isso: Esquill é um mago iniciante, porém deixei bem aberto o que isso significava e os poderes dele, porque queria dar bastante liberdade. Ele tem magias de levitação, prender pessoas e agora uma magia de ataque. Nada que um aluno formado de Hogwarts não pudesse fazer(bem menos, na verdade).

Se você jogar com um sistema mais fechado, “gamista”, fica mais fácil essa parte de determinar o que seu personagem pode ou não fazer. A ficha de personagem e o tom de um sistema definem bastante bem os meios que ele tem para superar desafios. Eu pessoalmente, gosto mais da liberdade narrativa, mas isso é pessoal, e nada é mais pessoal do que RPG Solo, você pode literalmente fazer o que quiser.

E é isso, jogar RPG Solo é basicamente usar dois chapéus: de mestre e de jogador e deixar (algumas) decisões de GM para os dados, assim como você deixaria se estivesse mestrando para um grupo usando tabelas aleatórias e geradores de encontros.